Lançamento: “A história secreta da Mulher-Maravilha”

A editora Record divulgou em seu blog oficial o lançamento do livro “A história secreta da Mulher-Maravilha”.
“Com cem vezes a capacidade e a força dos nossos melhores atletas homens e mais fortes lutadores, ela aparece do nada para vingar injustiças ou corrigir as maldades! Bela como Afrodite; sagaz como Atena; dotada da velocidade de Mercúrio e da força de Hércules — nós a conhecemos como Mulher-Maravilha. Mas quem pode nos dizer quem ela é ou de onde veio?”

Confira um trecho do livro:

“A Mulher-Maravilha não é apenas uma princesa amazona que usa botas fabulosas. Ela é o elo perdido numa corrente que começa com as campanhas pelo voto feminino nos anos 1910 e termina com a situação conturbada do feminismo um século mais tarde. O feminismo construiu a Mulher-Maravilha. E, depois, a Mulher-Maravilha reconstruiu o fe­minismo — o que nem sempre fez bem ao movimento. Super-heróis, que deveriam ser melhores do que todo mundo, são excelentes para dar porrada, mas péssimos para lutar por igualdade. No entanto, a Mulher-Maravilha não é a típica personagem de gibi.

Os segredos e a narrativa que este livro revela a situam não só den­tro da história dos quadrinhos e dos super-heróis, mas também no fulcro das histórias da ciência, do direito e da política. O Superman tem sua dívida com a ficção científica, o Batman, com os detetives particulares. Porém, a dívida da Mulher-Maravilha é com a utopia feminista e com a luta pelos direitos das mulheres. Suas origens estão no passado de William Moulton Marston e na vida das mulheres que ele amou — elas também criaram a Mulher-Maravilha.

Ela não é a tí­pica personagem de gibi porque Marston não era um homem comum e sua família não era uma família comum. Marston era um polímata. Era um especialista em falsidade: foi o inventor do exame do detector de mentiras. Sua vida era sigilosa: ele tinha quatro filhos com duas mulheres e todos moravam juntos, sob o mesmo teto. Eram mestres na arte da dissimulação. O esconderijo predileto deles eram os quadrinhos que produziam. Marston era pesquisador, professor e cientista; a Mulher-Maravilha começava num campus universitário, numa sala de aula e num labo­ratório. Marston era advogado e cineasta; a Mulher-Maravilha come­çava num tribunal e num cinema. As mulheres que Marston amava eram sufragistas, feministas e defensoras do controle de natalidade. A Mulher-Maravilha aparecia em uma manifestação pública, um quarto, uma clínica de controle de natalidade. O bustiê vermelho é só o co­meço.

O mundo não sabia, mas Margaret Sanger, uma das figuras mais influentes do século XX, fazia parte da família Marston. A Mulher-Maravilha vem lutando pelos direitos das mulheres há muito tempo. Lutas acirradas, mas nunca vencidas. Esta é a história de suas origens — a fonte de toda a maravilha, assim como de todas as mentiras.”

Fonte: Editora Record

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