Entenda como são compostos os preços dos livros!

A divisão do preço dos livros por fatias

Há um consenso entre os leitores: o preço do livro deveria ser mais baixo. Mas a discussão sobre como conseguir esse feito provoca polêmica no mercado editorial –dentro e fora do país.


Confira como é estipulado o preço dos livros por fatia.



Direito autoral – cerca de 10%

O pagamento de 10% sobre cada exemplar vendido para os escritores é prática comum no mercado, mas esta não é uma exigência prevista em lei. Os valores podem variar entre 3% e 12% do preço de capa, dependendo de negociação com a editora: autores consagrados e com grande capacidade de atrair leitores garantem percentuais maiores, enquanto iniciantes geralmente recebem valores menores. Nos livros infantojuvenis, é comum que escritores dividam seu percentual com ilustradores, que também são considerados coautores da obra.

Editora – cerca de 40%

São as editoras que estipulam o preço de capa de um livro. Elas costumam ficar com cerca de 30% a 40% desse valor. Além do lucro, este montante deve cobrir custos de impressão, tradução, revisão, editoração, transporte, entre outros.

Distribuidora e livraria – cerca de 50%

Atualmente, as redes de livraria são as maiores responsáveis pela distribuição de livros. Comprando os produtos diretamente das editoras com descontos de 50% a 60% sobre o preço de capa, podem repassar parte desse desconto para os clientes ou abocanhar essa margem integral sobre cada livro vendido. Distribuidoras podem fazer compras por patamares semelhantes e revender para livrarias menores, que acabam ficado com aproximadamente 30% do preço final.

Na ponta do lápis

Em média, se você pagar R$ 50 por um livro, o autor ficará com R$ 5; a editora com R$ 20, e a livraria com R$ 25. Cerca de 15% do valor total (R$ 7,50) são recolhidos em forma de impostos ao longo da cadeia de produção e venda.

E-books

Apesar de autores, editores, distribuidoras e livrarias receberem percentuais semelhantes aos dos livros físicos, os eletrônicos são 30% mais baratos, em média, do que seus equivalentes físicos, já que não têm custos de papel e impressão. Mas a venda de e-books ainda é pouco expressiva no país – em algumas editoras, representa menos de 3%.

Fonte: Zero-Hora

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